Atopia

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O que é a Atopia

É um doença complexa, multifatorial, onde as componentes genética e ambiental desempenham um papel de grande importância. Pode influenciar negativamente tanto a sua qualidade de vida como a do seu animal em igual grau.

 

Na base do desenvolvimento de patologias cutâneas estão três grandes grupos de fatores:

  • PARASITÁRIOS
  • AMBIENTAIS
  • NUTRICIONAIS

 

Para o diagnóstico é crucial excluirmos a existência de parasitas, devemos eliminá-los caso sejam detetados no entanto a sua prevenção é fundamental, daí a necessidade de traçarmos em conjunto um plano de desparasitação adequado ao estilo de vida do seu animal, de acordo com as suas preferências e tendo em conta a variedade de opções profiláticas existentes no mercado.

A dermatite atópica canina é caracterizada essencialmente pela presença de INFLAMAÇÃO e PRURIDO ou seja muita comichão e vermelhidão, podendo mesmo surgir feridas cutâneas.

É muito importante diferenciar as lesões presentes e identificar se estas são primárias, secundárias ou induzidas pelo próprio cão devido ao grau de prurido e desconforto.

Alergias alimentares podem apresentar manifestações cutâneas no entanto as causas ambientais estão no topo da nossa lista de diagnósticos diferenciais.

De uma forma simplificada podem acontecer duas situações, alterações estruturais e funcionais na barreira cutânea que permitem a entrada dos alergenos ou reação imunitária desapropriada por parte do organismos do animal que leva a uma reação inflamatória anormal face à presença dos diferentes alergenos na pele.

Royal Canin

Entre os 6 meses e os 6 anos de idade começam a surgir os sintomas que sinalização uma  patologia dermatológica atópica, em 68% dos casos aparecem antes dos 3 anos. Nos Bulldog Francês e Shar-peis os sinais clínicos manisfestam-se em animais muito novos. Climas quentes e com elevada concentração ambiental de pólens e alergenos contribuem para o aparecimento de sinais em animais cada vez mais jovens.

Infelizmente não existe um padrão no entanto há vários indicadores de alerta. Geralmente os sinais estão presentes durante todo o ano, 30% dos casos iniciam com uma apresentação sazonal. O prurido é o primeiro sinal, pode ser moderado a intenso mesmo sem presença de lesões cutâneas.

Temos que valorizar quando o animal começa a demonstrar algum desconforto mesmo quando não conseguimos identificar nenhuma lesão e assim conseguimos atuar de forma eficiente diminuindo consideravelmente a perda de qualidade de vida inerente à
doença.

 

O tipo de lesão pode não ser característica mas a sua distribuição/localização é altamente sugestiva de atopia. Zonas ventrais onde a densidade do pelo é menor como axilas, região inguinal e espaços interdigitais, surgem também lesões nos lábios, região periocular, auricular e zona de flexão do cotovelo.

A otite externa pode ser o primeiro sinal, regra geral as margens da orelha não são afetadas. Caso o seu cão abane a cabeça com maior frequência ou pare na rua durante o passeio para coçar o ouvido deve ligar o seu sistema de alerta, há algo errado com ele.

 

A dermatite atópica canina predispõe ao aparecimento de doenças secundárias graves tais como alergias alimentares (muitas vezes com alterações gastrointestinais associadas), reação de hipersensibilidade à picada da pulga, dermatites de contacto. Devido à quebra da barreira
cutânea que é a primeira barreira de defesa do organismo, surgem infeções oportunistas por bactérias, fungos. Rinites, espirros, alterações no ciclo reprodutivo estão também descritas embora com menor frequência.

Não há uma fórmula mágica terapêutica, temos que trabalhar em conjunto de forma a encontrarmos a combinação adequada entre:

  • Fármacos (antibióticos; antipruriginosos; antifungicos);
  • Redução da exposição a alergenos ambientais (limpeza do ambiente doméstico;
  • Banhos regulares com shampo adequado;…);
  • Melhorar a qualidade da barreira cutânea (suplementação ác. gostos essenciais; banhos);
  • Controlo parasitário ajustado ao estilo de vida;
  • Dieta;

É imperial desenvolver uma relação de confiança e cooperação entre o dono e o médico assistente uma vez que o diagnóstico pode ser demorado e exaustivo assim como o tratamento.

Ter em mente que é uma doença crónica que pode ter recaídas com exacerbação dos sinais clínicos. O objetivo comum passa por devolver ao animal a qualidade de vida perdida com a maior brevidade possível e durante o máximo de tempo. É uma caminhada longa e continua que fazemos lado a lado.

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