Leishmaniose
Leishmaniose Tratamento

Mais Informações

O que é a Leishmaniose canina?

A Leishmaniose Canina, também chamada de “doença do mosquito” , é uma doença causada por um parasita, o protozoário Leishmania infantum, que é transmitido pela picada de insectos flebótomos.

 

A Leishmaniose é considerada uma zoonose, ou seja, é uma doença que pode afectar vários animais e inclusivamente o Homem, no entanto, o cão é o principal hospedeiro e o hospedeiro reservatório. Apesar de nos humanos, a Leishmaniose ter um prognóstico favorável, com excepção dos indivíduos imunodeprimidos, nos cães muitas vezes tem um desfecho fatal.

Zonas de risco

A Leishmaniose apresenta uma ampla distribuição geográfica que abrange desde o Sul da Europa ao Norte de África, Médio Oriente, China e América do Sul.

 

Apesar de em Portugal existirem três focos endémicos principais, nomeadamente na região do Alto Douro, região metropolitana de Lisboa, e Algarve, a doença está um pouco presente em todo o território. As condições climatéricas e geográficas adequadas para a multiplicação dos flebótomos podem encontrar-se um pouco por todo o país.

 

Não devemos esquecer ainda que, como o nosso país é pequeno e as distâncias são curtas, qualquer deslocação pode acarretar um risco acrescido de contágio.

Como ocorre a transmissão?

Muitas pessoas pensam que esta doença é transmitida por  mosquitos (ou melgas) havendo inclusive quem evite passear os cães junto a cursos de água.

No entanto o parasita é transmitido aos cães e ao Homem pela picada de pequenos insetos de cor amarela clara, chamados de flebótomos ou moscas-da-areia (nome popular), do sexo feminino e das espécies Phlebotomus perniciosus e P. ariasi.

 

Estes insectos encontram-se com mais frequência em zonas com lixo, refúgios de animais, habitações ou zonas com florestação, tais como jardins, matas, etc.

Os flebótomos alimentam-se, preferencialmente, ao final do dia, e estão mais activos ao amanhecer e ao anoitecer pelo que os cães estão mais vulneráveis a serem picados nessas horas. Têm ainda risco acrescido de contrair a infecção os cães que estão sempre no exterior ou passam grande parte do tempo fora de casa, bem como os cães de pelo curto, raças exóticas ou animais com idade igual ou superior a 2 anos. 


 

A transmissão da doença ocorre maioritariamente da seguinte maneira: ao picar um portador da doença, o flebótomo infecta-se com o parasita (Leishmania), o qual irá desenvolver-se no seu interior e completar o seu ciclo. Ao picar um novo hospedeiro, o flebótomo irá inocular o parasita, sendo assim feita a transmissão da doença.

Apesar de nas regiões endémicas, a principal via de transmissão ser a anteriormente referida, existem ainda outras formas de transmissão da doença tais como a transfusão sanguínea, o contacto direto, a transmissão mãe-filho e a transmissão venérea.

 

O risco de nós humanos contrairmos a leishmaniose é relativamente pequeno sendo maior no caso de pessoas imunodeprimidas, crianças, idosos ou populações carenciadas (indivíduos subnutridos ou com más condições de habitação).

Sintomas da Leishmaniose

O período de incubação é bastante variável (cerca de 1 mês a 2 ou mais anos), havendo inclusivamente cães que permanecem assintomáticos durante muito tempo.  A Leishmania localiza-se na medula óssea, nos gânglios linfáticos, fígado, baço e pele, originando diferentes sinais clínicos com diversos graus de gravidade, e que podem estar ainda associados a outras doenças concomitantes.

 

Os animais doentes, podem apresentar um ou mais dos seguintes sintomas:

  • Aumento dos gânglios linfáticos,
  • Febre,
  • Crescimento exagerado das unhas,
  • Perda de pelo,
  • Atrofia muscular(estava escrito em baixo outra vez)
  • Perda de apetite,
  • Apatia,
  • Feridas da pele que não cicatrizam,
  • Feridas nos bordos das orelhas,
  • Lesões oculares,
  • Falta de pelo à volta dos olhos,
  • Úlceras e descamação da pele,
  • Emagrecimento,
  • Hemorragia nasal,
  • Anemia,
  • Artrites,
  • Vasculite,
  • Alterações dos rins, fígado, baço que podem levar à morte do animal.

O único profissional indicado para fazer o diagnóstico de Leishmaniose na sua mascote é o seu Médico Veterinário. Só ele conseguirá  interpretar os resultados das análises laboratoriais em conjunto com o quadro clínico.

Prevenção contra a Leishmaniose

Como diz o ditado mais vale prevenir do que remediar.

Tendo em conta que não é provável uma cura completa mas sim um controle da doença, devemos de facto apostar na prevenção.

Poderá ser uma mais valia a combinação de várias práticas e métodos de prevenção, tais como:

  • Antiparasitários com acção repelente relativamente aos flebótomos – Estes produtos são essenciais para a protecção dos nossos cãezinhos pois previnem possíveis picadas pelos flebótomos.
    Estes produtos existem sob a forma de pipetas spot-on e coleiras repelentes.
  • Vacina – Esta medida de protecção, promove uma maior resistência do sistema imunitário do seu cão à doença. A vacinação poderá iniciar-se a partir dos 6 meses de idade em cães que não sejam portadores de doenças infeciosas, incluindo a Leishmaniose Canina. Por este motivo, antes de vacinar o seu cão, o mesmo deverá ser submetido a um teste de diagnóstico de Leishmaniose.Após iniciar o plano vacinal é imprescindível que o mesmo seja rigorosamente cumprido e que haja um estímulo regular do sistema imunitário mantendo assim os níveis de resistência imunitária do animal.Para mais informações sobre as vacinas contra a Leishmaniose, poderá contactar-nos em qualquer uma das nossas clínicas. 
  • Suspensão oral – existe no mercado uma suspensão oral que tem um efeito directo no sistema imunitário uma vez que permite melhorar a resposta celular de forma a combater a infecção com maior eficácia.
  • Boas práticas que ajudam a reduzir a exposição dos nossos animais ao parasita em causamanter o animal saudável e bem nutrido, correctamente vacinado e desparasitado contribuindo assim para que este tenha um sistema imunitário forte.

Tratamento da Leishmaniose

É importante ter presente que não existe uma cura definitiva para a Leishmaniose Canina mas sim um conjunto de tratamentos que visam atrasar ou estagnar a evolução da doença controlando ainda os sintomas da doença. Por ser uma doença de carácter crónico, quando o animal sobrevive, é necessário um acompanhamento médico vitalício, havendo a necessidade de controlos regulares e acompanhamento clínico periódico.

 

É muito importante relembrar que, se o seu cão é portador de Leishmania, ao ser picado novamente por um flebótomo, poderá transmitir o parasita ao insecto, perpetuando o ciclo do parasita. Pelo que, uma vez mais deverá prevenir a picada do flebótomo através de repelentes, tal como acima mencionado.

Pedido de Informação sobre Leishmaniose