Diabetes em Gato

Mais Informações

A glicose (ou glucose) é a principal fonte de energia para as células dos nossos patudos. Dada a sua importância, os organismos controlam a sua própria concentração sanguínea de glicose (glicémia) através de mecanismos de homeostase.

A Diabetes mellitus é caracterizada por uma destabilização desta homeostase, levando a um aumento dos níveis de glicose no sangue.

Simplificando, o processo é caracterizado por

A insulina é uma hormona produzida pelo pâncreas que regula a entrada da glicose em circulação para dentro das células.
Quando a insulina não existe em quantidade suficiente (Diabetes tipo I) ou quando as células do organismo não respondem de forma adequada (Diabetes tipo II) há um aumento do nível de glicose sanguínea e uma diminuição do aporte energético celular.

Estima-se que entre 0.2% e 3% dos gatos tem diabetes, com maior incidência para o tipo II.

Factores que influenciam a prevalência da Diabetes em Gatos

Obesidade, idade avançada, inatividade física, machos, esterilização e terapêuticas com glucocorticóides são fatores de risco que influenciam a prevalência deste tipo de doença.

Uma vez que as células não conseguem captar a glicose do sangue, entram em déficit energético e acabam por procurar energia noutras fontes, como a gordura e as proteínas, podendo resultar numa diminuição de peso mesmo existindo um aumento do apetite.

Outros sinais presentes são também o aumento do consumo de água e aumento do volume da urina. Em casos mais graves poderão existir lesões nervosas dos membros posteriores (neuropatia periférica) que se manifestam com a apresentação de uma posição “plantígrada” característica.

Estima-se que entre 0.2% e 3% dos gatos tem diabetes, com maior incidência para o tipo II.

Obesidade, idade avançada, inatividade física, machos, esterilização e terapêuticas com glucocorticóides são fatores de risco que influenciam a prevalência deste tipo de doença.

Diagnóstico da Diabetes

O diagnóstico da Diabetes passa por relacionar os sinais clínicos descritos pelo tutor do gato, com os elevados níveis de glicose no sangue.

O stress sentido pelo gato no dia da consulta pode influenciar os resultados da medicação analítica da glicémia, daí ser necessária uma observação clínica global por parte dos nossos Médicos Veterinários.

Após o diagnóstico da doença existem várias abordagens clínicas cujos objetivos passam principalmente por:

• Manutenção dos níveis de glicose sanguínea dentro de valores desejados pelo seu Médico Veterinário de Família
• Controlo do peso
• Controlo da sintomatologia, como a sede e o excesso de urina
• Normalização do apetite
• Prevenção de hipoglicémia

Tal como nos humanos, nalguns casos existe a necessidade de adoptar terapêutica com insulina, normalmente injetável. Nestes casos o Tutor e o Médico Veterinário, definem uma estratégia de aplicação do medicamento, alcançando uma rotina diária tranquila com relativa rapidez.

A alimentação é um factor crucial na manutenção do gato diabético.
Deve haver uma restrição de hidratos de carbono, refeições regulares e de elevada qualidade que permitam evitar as quedas abruptas dos níveis sanguíneos de açúcar, assim como a perda de peso que muitas vezes coexiste.

Sinais de hipoglicémia

• Letargia
• Fraqueza muscular
• Tremores
• Vómitos
• Má coordenação
• Convulsões

O gato diabético viverá muitos anos com uma elevada qualidade de vida partindo do pressuposto que os seus níveis de glicose estão controlados. Nalguns casos, até poderão atingir a chamada “remissão”, onde a insulina poderá deixar de ser estritamente necessária.

Os nossos Médicos Veterinários de Família estão disponíveis para responder às dúvidas que normalmente surgem, na nossa Clínica da Av. João XXI, no nosso consultório de Alvalade na Av. Igreja, ou na nossa clínica de Algés.

O stress sentido pelo gato no dia da consulta pode influenciar os resultados da medicação analítica da glicémia, daí ser necessária uma observação clínica global por parte dos nossos Médicos Veterinários.

Pedido de Informação sobre Diabetes em Gatos